domingo, 31 de julho de 2011

O domingo está chegando ao fim, e só estou passando pelo blog para comunicar os leitores que este fim de semana não postei nenhum texto porque fui acometida por uma grave enfermidade, a preguiça!
Sim queridos leitores. Fui subjugada por tal moléstia e indolente, entreguei-me ao ócio!
Senti preguiça de tudo, de dormir, de acordar, de pensar (se é que isso é possível!), aliás, senti-me o próprio "bicho preguiça" enroscada entre os cobertores e edredons do meu "ninho", num fim de semana chuvoso e frio.
Mas prometo que amanhã retomo minhas atribuições e volto ao meu compromisso de postar temas pertinentes a atualidade (de acordo com a minha visão!)
Bom finzinho de domingo e um grande abraço aos meus leitores!



quarta-feira, 27 de julho de 2011

Quem é o animal?

Quando penso que nada mais me surpreende a maldade humana volta a me chocar. Hoje uma das notícias da página do bol na internet, falava do caso de um cão ainda filhote que foi enterrado vivo, depois de ser espancado por uma mulher em Blumenau, Santa Catarina.

Coincidentemente, recebi um e-mail falando de outro cão, resgatado coberto de sarnas, completamente doente e debilitado, que mal suportava o próprio peso, tamanha a fraqueza que apresentava e, que só foi salvo graças ao amor e empenho de uma jovem veterinária.

Não sei o que desencadeia tamanha maldade em um ser humano e desperta tanto ódio e agressividade contra um animal (abandono descuido e descaso também são considerados violência), seja ele da raça ou espécie que for.  Mas sei que nada, nada mesmo, justifica tamanha violência. Principalmente contra animais indefesos, que só revidam quando acuados e ainda assim, pelo instinto de sobrevivência. Pergunto-me o que leva um ser, dito racional, a descontar suas frustrações em um animal.



Conheço diversos exemplos em que animais contribuem para a recuperação de pessoas com as mais diversas necessidades. São casos de cães guia que mostram o caminho aos seus donos, cavalos que auxiliam na coordenação motora de crianças com síndrome de down, cães que defendem seus donos de perigos eminentes, entre tantos outros e, a retribuição que alguns animais recebem, são maus tratos físicos e psicológicos, quando não o abandono por parte dos seus donos.

Senti vontade de chorar ao me dar conta de que usamos o termo “animal” para rotular alguém age de forma brutal. Na verdade, os animais raramente tornam-se violentos e é uma ofensa aos bichos, compará-los com determinados indivíduos. (Quem é o animal mesmo?!)

Bicho não é lixo! E eles têm muito a nos ensinar com seus exemplos de amor e doação, enquanto nós, tão racionais, equilibrados e inteligentes, temos ainda valiosas lições a aprender com esses ricos bichinhos que são verdadeiros amigos e que se entregam de forma tão plena sem esperar nada em troca.




segunda-feira, 25 de julho de 2011

Meu jeito

Neste fim de semana, acompanhei o meu amor Rogério Bastos em mais uma de suas peregrinações pelo estado. Depois que ele palestrou no CFOR (Curso de Formação Tradicionalista) que aconteceu em Venâncio Aires, fomos a Santa Maria onde acontecia o CFOR regional.

Durante o retorno, entre a cantoria das crianças, nossas conversas e o mate, ouvimos uma música intitulada “As razões do Boca Braba” do João de Almeida Neto. Nela tem uma frase que gosto muito e com a qual me identifico ainda mais, que diz: “De gênio eu sou uma cachaça, mas de alma um guaraná”.

Realmente, analisando a frase, percebi que sou bem assim, mesmo! Sou difícil de lidar, não me esforço pra agradar pessoas com as quais não simpatizo. Se gosto, gosto muito e defendo, mas se detesto, bom, é melhor partir pra outra. Nem adianta me adular!

Não tolero mentira, não aceito injustiças e odeio que subestimem minha inteligência. Viro bicho quando percebo que existem más intenções por trás de uma ação. Não sei ser “puxa-saco”, não sei agradar se não to afim. Fica estampado na minha cara quando estou incomodada ou quando não gosto de algo. Chego a tramar mentalmente, afogamentos na privada (sempre com apoio da Isa, claro!). Infelizmente eu não sei disfarçar!

Meu grande defeito chama-se honestidade. Sou honesta em demasia e isso ofende quem não o é. Em geral, sou mal interpretada por quem não me conhece e me considera metida ou arrogante. Uma vez ouvi que se alguém fala mal de mim, ou está mal intencionado ou mal informado, o que em qualquer situação é ruim.

Em compensação tenho uma alma generosa. Não sei dizer não (bem ruim isso, pelo menos pra mim) e faço tudo pra auxiliar um amigo que precisa de socorro. Sou amiga demais, o que me causa algumas frustrações quando percebo que não sou correspondida. Decepciono-me com a falta de caráter de alguns, mas já me convenci que caráter é algo que ou se tem pra tudo, ou não se tem pra nada.

Amo de verdade. Não se dizer que amo se não sinto de forma profunda tal amor. Admiro qualidades e aceito os defeitos, mesmo sem entendê-los, por vezes. Torço pela felicidade das pessoas e desejo de coração, sempre o melhor ao meu próximo. Inveja é uma palavra que aboli do meu vocabulário há anos. Ciúme ainda não. Continuo a senti-lo por aqueles que amo, entretanto atualmente, em doses controladas.

Estou convencida que de gênio sou mesmo uma cachaça, e das mais bravas, mas com alma de guaraná. Quem sabe, o ponto da receita seja a mistura dos sabores?

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Achado não é roubado!... Será??

Tem coisa pior que perder o celular? Ainda mais se ele for novinho, com menos de uma semana de uso e dentro dele estiverem todos os seus contatos? Eu não consigo pensar em nada mais complicado.

Atualmente todo mundo tem sua vida diretamente linkada ao celular. São contatos pessoais, números de trabalho, documentos, fotos, músicas, acesso a internet, tudo naquele maravilhoso aparelhinho que cabe no bolso e facilita uma barbaridade nosso cotidiano.

Bom, o detalhe é exatamente esse! O celular cabe no bolso (e cai dele também!). Esse foi o meu grande dilema na última semana. Depois de comprar o dito “smartphone” e colocar nele tudo que era necessário, eu o guardei no bolso e enquanto andava numa lotação em Caxias do Sul, a caminho da rodoviária, o celular escorregou e caiu. Distraidamente (pensando em tantas coisas que nem cabe nesse texto) desci da lotação sem me dar conta da perda e, quando percebi, já era tarde.

Imaginem o meu desespero, além de valor econômico do aparelho, dentro dele estavam todas as informações que eu precisava. Passado o pânico inicial de perceber a falta do celular e a vontade de arrancar os cabelos pela bobagem que fiz, foi a vez do desespero por não ter meios de comunicar as pessoas sobre a perda e o medo de usarem meu celular de forma inescrupulosa (mais inescrupulosa que se adonar dele!). 

A essa altura, não sabia se chorava ou pedia ajuda. Decidi pedir ajuda Apavorada e sem muita certeza do que fazer, pedi auxilio a um taxista que de forma muito cordial, começou a ligar para o meu número. Ainda mais prestativo enquanto eu mesma discava do celular dele para o meu, fomos de táxi (eu pagando a corrida, é claro!) até um dos pontos por onde a lotação devia passar para ver se encontrávamos o aparelho, mas nada.



Depois do susto, mais uma vez, me dei conta do quanto o jeitinho brasileiro impera, afinal, quem encontrou meu celular tinha todas as condições para devolvê-lo (se realmente fosse honesto), já que na memória do aparelho estavam todos os meus contatos. Se houvesse um pouco de pudor o ser humano se envergonharia de se apossar daquilo que não lhe pertence.

Em alguns casos a máxima de que o “achado não é roubado” não se aplica, especialmente quando existem meios de restituir ao dono, o objeto encontrado. E pasmem, escrevendo este texto, descobri que isso é lei!

O Código Civil expressa o seguinte:

Art. 1.233. Quem quer que ache coisa alheia perdida há de restituí-la ao dono ou legítimo possuidor.
Parágrafo único. Não o conhecendo, o descobridor fará por encontrá-lo, e, se não o encontrar, entregará a coisa achada à autoridade competente
.
Percebo que o que falta é vergonha na cara, afinal, as pessoas tem se envergonhado das coisas erradas. Tem se envergonhado da honestidade, da honradez e solidariedade. E consideram-se muito espertas quando “encontram” um bem alheio ou quando recebem o troco errado e simplesmente não devolvem, porque pensam: - Ah, azar o de quem se perdeu nas contas! Mas quando é o contrário gritam e esperneiam por seus “direitos”.

Mal sabem quantas dificuldades e problemas podem estar sendo enfrentados por aquela pessoa e, o quanto uma gentileza acompanhada de atitudes de honestidade poderiam facilitar as coisas. Só eu sei o quanto tenho corrido para tentar recuperar meu número (ainda nem cheguei à fase dos contatos) e tudo poderia ter sido evitado se quem encontrou meu celular apenas tivesse atendido o celular quando o encontrou e não tivesse se achado no direito de se apossar dele.

Meu objetivo com esse post não é tocar a consciência de quem encontrou meu telefone, até porque talvez ela nunca leia esse texto, mas alertar para a falta de caráter que anda se alastrando mundo afora. Sim, pode não ser roubo ficar com o que não nos pertence, mas não deixa de ser falta de caráter!

Depois disso, fiquei pensando em como seria bom contar com mais gente solidária como aquele senhor taxista, ao qual eu nem ao menos perguntei o nome, mas que me auxiliou e socorreu numa hora tão difícil. Só o que pude desejar-lhe foi um agradecimento sincero e um “Deus lhe pague” de todo o coração! E tenho certeza que a sua boa ação será retribuída, afinal colhemos exatamente aquilo que plantamos!



quarta-feira, 20 de julho de 2011

Amigos

Hoje é dia do amigo! Talvez, apenas mais uma dessas datas comerciais, pois, acredito que, dia do amigo é aquele em que alguém especial precisa de nós.

Dia do amigo é quando um deles perde um amor, ou quando precisa de colo, ou ainda quando se sente perdido e precisa de alguém pra conversar. Dia do amigo, é quando a gente lembra de um que faz tempo que não encontra e liga só pra dizer “olá”!

Mas pra servem os amigos?

Creio que amigos são anjos colocados em nosso caminho por motivos distintos. Uns pra nos motivar, nos estender a mão, para nos aconselhar, ou simplesmente ouvir. Outros pra dividir a gasolina da festa, a parceria da solidão ou risada gostosa de não saber do que está rindo.

O melhor amigo, nem sempre é o que concorda conosco, mas que está sempre ali pra nos apoiar. Que é honesto o suficiente pra nos dizer as verdades que às vezes, nem queremos escutar. Amigos partilham segredos, lagrimas e sorrisos e ficam mesmo quando a festa acabou.

Amigos são a família que Deus nos permite escolher e não existe aquele mais importante,  pois de maneiras distintas, todos são fundamentais! Pelo menos pra mim! Alguns amigos partem cedo e outros permanecem pela vida inteira. Uns deixam um grande vazio quando vão embora, enquanto outros preenchem nossos dias mesmo quando não estão!

Amigos são grandes amores que nada cobram, pois mesmo quando o destino separa duas almas amigas, os sentimentos duram para sempre! Não tenho muitos amigos, afinal, o que me vale é a qualidade... E os meus são os melhores amigos do mundo!

A todos os meus amigos, de longe ou de perto, que há tempos não vejo ou que vejo todos os dias, aqueles que ainda me ligam e aqueles que apenas recordam-se de mim como uma boa lembrança... UM FELIZ DIA DO AMIGO!

terça-feira, 19 de julho de 2011

A revolta do Ipê

Ontem recebi de uma amiga, um e-mail com o título "A revolta do Ipê". Confesso que tive a curiosidade aguçada, afinal, de que forma uma árvore poderia revoltar-se? Qual a minha surpresa quando lendo a matéria percebi que a natureza revida nossa falta de cuidados nos oferecendo... flores!
Este Ipê amarelo, serviu-me de exemplo e inspiração para nunca desistir diante das dificuldades e provações.

"Arrancaram-lhe as raízes e o transformaram em poste de energia elétrica, mas sem conformar-se com seu destino, o Ipê revidou de forma pacífica os desmandos do homem e renasceu florido".



domingo, 17 de julho de 2011

Pai...

No meu último texto, escrevi sobre o controverso mundo de pais e filhos, abordando a divergência nos conceitos educacionais entre as gerações. Escrevendo sobre isso, lembrei-me do meu pai. Entendi que devia prestar-lhe uma justa homenagem, escrevendo sobre ele.

Meu pai faleceu a 6 meses, teria completado 72 anos em junho, mas Deus decidiu dar-lhe o merecido descanso no dia 18 de janeiro de 2011. Ele morreu em casa e apesar de adulta, com mais de 30 anos, eu não estava preparada para perdê-lo. Ainda precisava dele. Sempre precisarei.

O Manoel, como eu gostava de chamá-lo, foi desses caras que tira sarro da vida.  Aprontou mil e uma peripécias e sempre tinha uma estória engraçada pra contar. Conhecia todas as piadas do mundo e adorava a fartura de uma mesa cheia. Na juventude foi um boêmio.
Meu pai não era o melhor do mundo, mas era o único que eu tinha e, apesar de nunca ter dito, sempre fui ligada a ele. Respeitávamos-nos, não como pai e filha, mas como índios da mesma tribo. Até na hora de partir, meu pai me escolheu.

Só depois que ele se foi, me dei conta de quantas coisas deveria ter-lhe dito. Do quanto devia tê-lo abraçado mais. Devia ter-lhe beijado a face não só nos aniversários e natais, mas em cada manhã, porque ao contrario da minha vã concepção, meu pai não foi eterno.

Hoje eu não posso abraçá-lo e a saudade é presença constante. Em cada rosto idoso que passa por mim na rua, em cada andar com dificuldade, eu vejo um traço do meu pai. Meu pai foi um guerreiro, lutou por muito tempo contra a enfermidade física, mas teve uma fé inabalável em todos os momentos. Ele me ensinou valiosas lições, mas a mais difícil de aprender, ele ensinou depois de partir... Ensinou-me que não devo deixar para depois o que pode, e deve, ser feito agora, porque o depois pode demorar demais, ou não chegar nunca. Ele me mostrou que o tempo cicatriza as feridas, mas não cura a saudade.

Meu propósito não é dar lição de moral e muito menos, dizer a alguém como agir, porém, é muito difícil ver partir quem amamos, então, sempre que possível, aproveite as oportunidades que a vida oferece de viver os momentos que um dia, poderão tornar-se as melhores lembranças de sua vida. Não perca a chance de dizer o quanto ama. Pode parecer insignificante, mas fará toda a diferença pra quem é tão importante, muitas vezes sem saber.


Quem sou eu

Minha foto
Indefinível mulher, com tantas fases quanto a lua. Um tanto louca, um pouco santa, apaixonada e determinada em conquistar o que mereço. Amante da escrita, valorizo os detalhes, todos, mesmo os mais insignificantes. Chorona, me emociono até com comerciais. Acredito que a verdadeira beleza está na simplicidade. E sou assim, despida de vaidades efêmeras, sem nunca abandonar um bom perfume e a maquiagem. No mais, descubra-me, pois ainda estou no caminho da minha identidade.