Ok! Ok! Eu já fui xingada o suficiente pelos pares aqui de casa por ter abandonado as postagens do blog. Eles insistem que sei escrever, eu discordo. Isso porque, em geral, se acredita que escrever é um processo de iluminação divina que cai do céu sobre nossas cabeças e nos inspira inexplicavelmente. Mentira! Se fosse assim, seríamos todos gênios! Na verdade, tudo é treino. Até a criação.
Estimular o cérebro nos faz criar mais e melhor. É claro que precisamos de referências e embasamento, mas sair da zona de conforto - e preguiça - já é 50%. Enfim, voltemos ao blog. Poderia dizer que parei de escrever porque me faltava tempo, porque estava ocupada, porque a faculdade estava me sugando, porque tinha muito trabalho, mas a verdade - nua e crua - é que me rendi ao ócio. É muito mais fácil, depois de um dia complicado, me atirar no sofá e deixar o cérebro em repouso. Comer um chocolate, tomar um vinho e proporcionar um pouquinho - só um pouquinho - de prazer pro corpitcho, não é?
No fundo, acho que a minha ausência vai além. Parei de escrever porque considero que as minhas filosofias de botequim são desnecessárias na rede. Já tem tanta porcaria escrita por aí que, no fim das contas, era melhor parar antes de lotar a internet de bobagens. Mas aí, depois de muitos pedidos - no caso dois, porque aqui em casa são apenas 3 pessoas - percebi que a criação, assim como a leitura é livre, então voltei a escrever - é mais forte do que eu! - mesmo que pouca gente - ou ninguém - leia.
No entanto, penso em variar os temas. Usar um pouco do que tenho aprendido nos bancos escolares para colocar em pauta a diversidade de assuntos que pulsam nessa sociedade louca em que vivemos. Que fique claro. Ninguém precisa concordar comigo e nem ler as postagens se não quiser. Mas, se chegar ao final do post, respeite a minha opinião, assim como eu respeito a tua. Mesmo que não concorde. Se for contrapor, use argumentos e não xingamentos. Apesar de ambas as palavras terminarem em "mentos" a primeira pode convencer e mudar conceitos.
Também deixo claro que meu objetivo aqui é divulgar boas ideias, bons trabalhos e grandes iniciativas. Fazer um mundo melhor parte de cada um. Um dos temas que seguidamente será abordado aqui, é a educação. Outro, a diversidade - aceite ou deixe-me! Outro ainda, a inclusão e tudo que andar de mãos dadas com o que faz bem pra alma. Se tiver sugestões de tem, me manda. Compartilhar é crescer junto!
Partindo deste princípio, encontrei uma matéria muito bacana sobre a desconstrução da educação e de uma postura mais humana por parte dos professores que compartilho aqui como o exemplo da mudança que se faz necessária. Na vida, estamos sempre em processo de aprendizagem e a educação real é a única ferramenta que possibilitará um futuro melhor!
Jovens abdicam de vida social para participar do maior festival de
dança amadora da América Latina
Por: Liliane Pappen
Fim de noite e, enquanto milhares
de jovens saem das faculdades da capital com destino as suas casas, outros
tantos seguem um caminho diferente: O CTG.
São 23 horas e 12 pares se
preparam para mais um ensaio. O objetivo é conquistar a classificação para a
grande final do ENART – Encontro de Arte e Tradição – que acontece anualmente
em Santa Cruz do Sul, no centro do estado, em meados de novembro.
Na construção deste sonho, os
dançarinos do DTG – Departamento de Tradições Gaúchas – Lenço Colorado abrem mão de momentos em família, de compromissos sociais, dos amigos e, em
alguns casos, até mesmo dos relacionamentos.
Reunidos no centro do palco, os
jovens traçam metas e sonham com o domingo da final. Foram muitos desafios. A
primeira etapa foi vencida com suor e lágrimas na fase regional. Na inter-regional,
ocorrida no último final de semana em Venâncio Aires, a disputa foi ainda mais
acirrada. “Dançamos com outros 22 grupos que almejavam essa vaga, somente 10
passaram. Em cada fase precisamos fazer nosso melhor. Esse é o nosso espírito
colorado. Quando ninguém mais acredita, vamos lá e colocamos nossa alma e
coração”, afirmou o instrutor da invernada, Rinaldo Souto.
Começa o ensaio. No galpão,
localizado junto ao Parque Gigante do Sport Club Internacional, o tablado ecoa
os sapateios e sarandeios dos dançarinos enquanto o grupo musical canta o
levante – introdução da dança - de uma tirana. Antes das 2 horas da manhã,
ninguém descansa.
Temática da
apresentação
Em cada edição do festival, um
novo espetáculo temático é apresentado. Em 2013, uma das coreografias mais
marcantes do DTG Lenço Colorado foi encenada. O grupo abordou o viés histórico
das “mulheres guerreiras”. Estancieiras, criadas e escravas que, pela
necessidade da guerra, aprenderam a empunhar armas na defesa de seu lar,
enquanto os homens lutavam no decênio farroupilha.
Com o passaporte carimbado para a
semifinal, o grupo já trabalha na construção de um novo tema, mantido em
segredo até a pré-estreia. “Já estamos com a pesquisa em mãos e esse ano
pretendemos inovar. Vamos promover “spoilers” usando as redes sociais. Uma dica
aqui, outra lá e os fãs do Lenço vão construir nosso enredo ainda antes de
estrearmos”, contou Franciele Guterres Santin Haubold, coordenadora da invernada adulta.
Assim como o contexto da
coreografia, os trajes típicos também sofrem uma minuciosa pesquisa e retratam
a época e a classe social que os dançarinos representam. Conforme Rinaldo,
nenhum elemento é inserido na coreografia ou indumentária ao acaso. “Tudo
precisa ser estudado para que não haja descontos na hora da apresentação. O
tipo de tecido, as cores, os acessórios, a pilcha da prenda e do peão precisam
ser condizentes com o que estamos coreografando na pista. Por isso, uma extensa
pesquisa sobre o tema e os trajes é entregue à comissão avaliadora”, relatou o
instrutor.
O investimento financeiro também
é alto. De acordo com Liliane Poitevin Sales, agregada das pilchas – responsável pelas
finanças do grupo – cada traje pode custar mais de mil reais. “Nosso grupo se
caracteriza pelo perfil de estancieiros. Em nossas coreografias resgatamos a
história da nobreza gaúcha, por isso, nossas pilchas usam tecidos finos e
muitos acessórios, o que acaba onerando o preço final”, disse a agregada. A
composição dos figurinos conta com vestidos, sapatilhas, anáguas – saia de
armação, joias, botas, casacos, lenços, palas, ceroulas de crivo e bragas –
espécie de calção de veludo até a altura dos joelhos e usado sobre as ceroulas
que deixam os crivos (bordados) à mostra – elaborados conforme a temática da
apresentação, mas com um detalhe: assim como a coreografia, os trajes não serão
repetidos no ano seguinte.
Tradição em família
Abre a gaita e já nos primeiros
acordes a pequena Bibiana Hikari Andrade Niiho, prenda mini-mirim da entidade,
abre a saia rodada e começa a sarandear. Ela tem apenas 5 anos e cresceu dentro
do galpão. A mãe Laurelisa Andrade e o pai Kazuhico Niiho, dançavam na
invernada até 2014. Hoje, a pequena acompanha a dinda Carlisa Andrade, que
apesar da ruptura em um tendão do pé direito por causa da dança, só aguarda a
liberação do médico para voltar ao tablado.
O tradicionalismo está no sangue e no nome. Apesar da origem oriental – o pai é descendente de
japoneses – a menina foi batizada de Bibiana, referência à personagem do livro “O
tempo e o Vento” de Érico Veríssimo. Apaixonada pelas danças, Bibiana conhece,
uma a uma, as coreografias do grupo e imita, do lado de fora do tablado, os
passos das dançarinas.
Vestida de prenda com um dos modelos da invernada, especialmente feito para ela, e ostentando a faixa de Bonequinha do
DTG, Mirella de Oliveira Souza, de apenas 3 anos, acompanha a mãe nos ensaios. Filha
de Cristina de Oliveira Gonçalves, que participa do grupo desde 2004, e Leandro
Souza, a menina praticamente nasceu no Lenço Colorado.
Outro caso de tradição em família
é o da pequena Giovanna Laroca Melo do Nascimento, de 5 meses. Os pais, Gisele Laroca da Silva e Dobrasil Renato
Melo do Nascimeto não dançam, mas como patrões da entidade, acompanham todos os
ensaios. “É bonito de ver. Temos várias crianças que vem com os pais nos
ensaios e a Giovanna adora. Basta começar a música e ela já bate as mãozinhas”,
contou a mãe.
Liliane vai além na sua relação com a invernada. Ela conta que os filhos não dançam mais, mas mesmo assim, continua trabalhando em
prol do grupo. “Sinto como se eu tivesse uma missão junto ao Lenço e a esses
jovens. Quando eu cheguei, eles eram todos adolescentes. Hoje são adultos, cada
um com sua vida, mas com um sonho em comum. Um sonho que eu sonho com eles a
cada ano. Não é fácil. Temos imensas dificuldades financeiras e pessoais,
brigamos, discutimos e nos arrependemos, mas o bom de estar aqui é que, juntos,
formamos uma família. A família Lenço Colorado”.
Um amor para toda a vida
Juciandro de
Oliveira, 42 anos, é casado com Fabiana Grassi, a quem conheceu dançando em
invernada e com quem divide os tablados nos rodeios e festivais. O vendedor,
que dança há mais de 25 anos, já passou por CTGs como o extinto Estância
Farroupilha, pelo CTG Lanceiros da Zona Sul e hoje, aposta no Departamento de
Tradições Gaúchas do Sport Club Internacional, o Lenço Colorado.
Depois de um
quarto de século de dedicação à dança, Juciandro e Fabiana decidiram que era
chegado o momento de largar o grupo. Ensaios longos que adentravam as madrugadas,
compromissos profissionais e principalmente pouco tempo para o filho foram
fatores determinantes na decisão. Mesmo quando o pequeno Gustavo, 10 anos, os
acompanhava nos ensaios e rodeios, faltava o momento lúdico das brincadeiras.
Percebiam a infância do filho de esvaindo nas veias do tempo sem aproveitá-la.
Decisão tomada, comunicaram os demais integrantes da invernada que estavam se “aposentando”.
Entretanto, a
coceira nos pés não deixou o casal sossegado. Pouco mais de um mês depois da
saída, resolveram, por curiosidade, assistir a um dos ensaios de preparação
para a inter-regional. A paixão falou mais alto. O coração bateu mais forte e como
sempre, unidos, decidiram retornar. “Não
resistimos. Isso é uma cachaça, vicia. Vi o grupo e pensei... Vou dançar só
mais esse ENART”, conta Juciandro. De “só mais esse”, Juciandro e Fabiana
seguem colocando nas apresentações, toda a experiência e amor pela dança gaúcha,
acumulados ao longo de quase uma vida.
Classificados
para a grande final em Santa Cruz do Sul, Juciandro e Fabi são só sorrisos.
Unidos em todos os momentos, de crise ou alegria, o casal comemora a conquista
e afirma que para a felicidade ser completa só falta ficar entre os 5. “Daí,
danço mais uns 5 ENART’s”, afirmou Juciandro. O DTG Lenço Colorado torce por isso!
GALERIA DE FOTOS
Novo tema já está sendo preparado para os 30 anos do ENART - Foto: Deivis Bueno
Final do Enart acontece entre os dias 20 e 22 de novembro, em Santa Cruz do Sul
Ser gaúcho vai além da descendência, é um estado de espírito
Reunido, grupo traça estratégias para chegar à final
Perfil Lenço Colorado: Peões representam estancieiros da côrte gaúcha
Musical desempenha papel fundamental na hora do espetáculo
Três danças tradicionais são sorteadas poucos minutos antes da apresentação
Nos ensaios, filhos acompanham os pais e aprendem os primeiros passos de dança
Objetivo do grupo é ficar entre os 5 melhores do estado. - Foto: Deivis Bueno
Coreografia resgatou recortes da história da Revolução Farroupilha - Foto: Deivis Bueno
Ser humano é um bicho
engraçado. Naturalmente insatisfeito. Se chove, quer sol, se faz sol
reclama da falta de água, se tá calor, ama o inverno, se tá frio,
posta a saudade do verão. Haja psicologia pra entender tanta
insatisfação.
Isso sem contar a
supervalorização dos problemas, as eternas reclamações de “por
que isso acontece comigo”?, ou “o que foi que eu fiz pra
merecer”?
A verdade, é que nada
acontece por acaso. Poderia usar aqui, uma série de chavões sobre
plantar e colher, causa e efeito, ação e reação, mas a verdade é
que tudo acontece por algum motivo.
Hoje não foi um dia
bom. E daí? Se lamentar melhora o dia? Resolve o problema? Ficar
irritado facilita as coisas? Não!!! Ficar irritado só piora tudo.
Se vitimizar também. Sentir-se injustiçado pelo destino, pela vida,
pelo mundo, dificulta ainda mais.
Então, ao invés de
ficar se “coitadando” nas redes sociais e whattsapp, acorda e
agradece. Aprende a pedir menos e agradecer mais. Agradece pelo corpo
perfeito quando tantos são mutilados, pelo teto que te abriga quando
tantos dormem na rua, agradece os amigos, a família, a oportunidade
de evolução que todos os dias Deus nos dá como presente.
E na pior das
hipóteses, quando alguma coisa ruim acontecer, agradece também,
porque até um tropeço no caminho, te ajuda a andar pra frente.
Chico Xavier, com sua
grande sabedoria, disse certa vez: “Chora-se muito pelo pouco que
nos falta e ri-se pouco pelo muito que temos”. Ele tem razão,
afinal, A
gratidão acolhe mais bençãos do que o pedido!
Eu acredito!
Todo mundo acredita
que as mulheres sonham encontrar o príncipe encantado. Só que não!
Na verdade, o sonho da grande maioria das mulheres (estou analisando
as reais intenções... bem lá no fundo!), é transformar um homem.
Fazer o sapo virar
príncipe! Mostrar ao mundo que com elas, a história de amor é
diferente. Caso clássico da mulher que conhece um cara galinha e
pegador e acredita que o amor verdadeiro vai fazê-lo mudar por ela!
Rá! Pura ilusão!
Frase clássica de para-choque de caminhão - “A mulher casa
querendo o homem mude, já o homem casa, esperando que a mulher não
mude!” - e o que acontece é justamente a inversão de papéis: o
cara continua desligado e a mulher, outrora alegre e brincalhona,
vira uma velha rabugenta.
Quer testar a tese?
Tenho lido e ouvido as opiniões polêmias e divergentes sobre o
filme/livro 50 Tons de Cinza. Mas sabe o que enlouquece as mulheres
nessa estória? Não é o dinheiro do Grey, nem o helicóptero, os
carrões e nem mesmo o poder sexual que ele emana (claro que estes
elementos são tempero para o romance), mas o que realmente faz a
mulherada suspirar, é a ideia de que ele reprime seus instintos
dominadores por amor... ele MUDA pela Anastásia.
Ele deixa de ser um
cara insensível e frio, e se torna um rapaz apaixonado e cuidadoso,
que inicia uma jovem sonhadora e inocente na arte do prazer (e aqui,
levante a mão quem se lembra de sua primeira experiência sexual e
me diga se, mesmo com alguém mais experiente, passou perto do prazer
que a “Ana” teve!).
O que a maioria das
mulheres leva muito tempo para descobrir, é que ninguém muda por
ninguém. Na verdade, o que faz alguém mudar, é a vontade natural
da mudança, o momento propicio, a situação ideal. E as vezes (só
as vezes!) tudo isso acontece quando conhecemos alguém com
interesses similares. Portanto, acreditar que alguém mudou porque te
conheceu, é o mesmo que acreditar que choveu porque tu saiu de casa
sem guarda-chuva. #SQN!!
Não sou uma pessoa muito supersticiosa, mas tenho alguns
rituais e um deles, é fazer o mapa astral. Esse ano fiz, um dia depois do meu
aniversário. Como de costume, matei a saudade do meu guru, o João, e ouvi dele
algumas coisas que eu já sentia e outras que eu precisava escutar.
Analisando meu mapa (e minha vida), percebi que as coisas
tinham mudado muito em pouco tempo. Velhos hábitos que se foram, novas amizades
que surgiram, uma cidade nova, uma casa nova, um amor pra toda a vida, enfim,
muitas mudanças, físicas e espirituais.
Mas o grande baque, a "caída da ficha", foi quando
ele me perguntou: _ Quando tu foi embora, tu sentiu que perdeu ou que te livrou de algo? E eu respondi, senti que eu me livrei, que eu não pertencia mais aquele
lugar.
Interessante como, às vezes, olhamos para trás e percebemos que perdemos um tempo inestimável com circunstâncias ou pessoas que não valiam a energia que despendemos. É como olhar de uma vida para outra vida... Entretanto, a mudança também depende do abandono de velhos hábitos!
Não nego que passei um tempo no limbo, sem me sentir em casa
nem cá, nem lá, mas como dizem que tudo que é nosso encontra um caminho pra
chegar até nós, o que foi destinado pra mim, me encontrou, e com o bônus de ter
sido no momento certo.
É certo que tenho raízes e um lugar pro qual voltar, que
tenho amigos inestimáveis que ainda estão lá, e dos quais eu sinto saudades,
mas percebi que meu cordão umbilical foi cortado, posso voltar sem dores, sem
dramas... gozar apenas das alegrias.
Lidar com a ansiedade de querer as coisas no "nosso
tempo" e não no tempo certo é que faz com que criemos expectativas que se
tornam decepção. É preciso esperar. Nada é por acaso, nem o amor e nem a dor.
Por mais feliz que se seja ninguém está livre de dias
cinzentos...
Aqueles dias que dá vontade de chorar sem motivo, de pedir
colo, de se deprimir mesmo contra vontade. Ninguém é livre de ouvir uma música
que faz lembrar, de uma tristeza surpresa que invade o coração. Ninguém é livre
de sentir saudades, mesmo das coisas bobas.
Ninguém está livre da vontade de ser diferente, de colocar
objetivos muito distantes e de se questionar sobre si mesmo, seja sobre a
capacidade intelectual ou física. Ninguém é livre de duvidar de si mesmo...
será que sou capaz?
Ninguém é livre de acordar, mesmo sem hora definida no
despertador. Ninguém é livre de comer, de dormir, de respirar... Ninguém é
livre de odiar mesmo as coisas que ama, porque o bom e mal habitam dentro de
cada um de nós. E isso me leva a crer que, afinal, ninguém é livre...
Enfim, nem os libertos são livres... porque ninguém é livre
de si mesmo, ninguém é livre de convenções, ninguém é livre das histórias que
leu e viveu... Liberdade de verdade, vai bem além do direito de ir e vir...
liberdade de verdade, impõe escolhas que tem um preço alto demais para a
maioria dos normais.
Eu tenho uma tese. Depois de ouvir diversas amigas e amigos,
após o fim de uma relação, eu percebi que relacionamento é isso: duas pessoas,
que vivem histórias diferentes numa mesma história.
Isso mesmo! Parece loucura, mas basta conversar com um
ex-casal pra perceber isso. Ela reclama da falta de romantismo, ele, do fato
dela ter ficado ausente. Ela diz que o sexo era bom, mas faltava carinho, ele queria
mais sexo. Ela se queixa que ele sai com os amigos e que ela está sempre sozinha,
ele, que ela não deixa ele ir a lugar nenhum sem estar com ela. Pelas queixas,
um vivia na terra e outro, sei lá, em outro planeta?! Ou namoravam outras
pessoas, porque certamente, não estão falando da mesma relação, certo?
Então, apesar de estarem juntos, a história não é mesma.
Impossível? Não!
A questão está na
falta de diálogo, no fato de que as pessoas não conversam, não expõem seus
sentimentos e, cedo ou tarde, a relação idealizada se esvai e acaba. Sim,
porque quando duas pessoas dividem uma relação, mas não a mesma história,
significa que elas idealizaram, o amor, o parceiro ou até o próprio
relacionamento.
Hoje li um tópico que me levou a escrever sobre esse
assunto. Contos de fadas existem, pergunta o Carpinejar? Sim! Existem sim... no mundo da imaginação!
Entretanto, tenho convicção de que o "felizes para
sempre" dos contos de fadas como a Cinderela, Branca de Neve e Rapunzel,
durou só até a rotina bater na porta... mas isso é tema pra outra estória!
Indefinível mulher, com tantas fases quanto a lua. Um tanto louca, um pouco santa, apaixonada e determinada em conquistar o que mereço. Amante da escrita, valorizo os detalhes, todos, mesmo os mais insignificantes. Chorona, me emociono até com comerciais. Acredito que a verdadeira beleza está na simplicidade. E sou assim, despida de vaidades efêmeras, sem nunca abandonar um bom perfume e a maquiagem. No mais, descubra-me, pois ainda estou no caminho da minha identidade.